Sem querer ser grossa poxa, mas entendam: eu não escrevo porque eu quero, eu escrevo porque eu preciso. Falo sério. Vocês devem imaginar que eu escrevendo é algo lindo, que eu sento em algum lugar, me vem a inspiração, eu pego o caderninho e não paro mais de mexer a caneta, e que eu me sinto bem com isso - então, não é bem assim. Queria que algum de vocês pudesse me ver escrevendo algum dia. Definitivamente, não é bonito. Eu escrevo quando eu estou mal, quando eu tenho algo sobre o que escrever, e aí a cena é meio assim: eu pego o caderno e a caneta desesperada chorando, coloco uma música depressiva para ouvir porque eu gosto de me torturar e ficar desesperada chorando, escrevo desesperada chorando, e tenho que pular trocentas linhas que ficam molhadas com as lágrimas de mim desesperada chorando, aí depois que eu fiz o texto eu continuo desesperada chorando até eu dormir ou ficar com uma dor de cabeça do capeta, e fim. Sem brincadeira véi. Cada palavra que eu escrevo dói fisicamente no meu corpo, me faz contorcer de dor, e chorar cada vez mais, porque é um sentimento que eu estou colocando para fora. E eu sei que tava meio afastada (espero poder voltar a partir de hoje), mas é que às vezes eu preciso de um descanso. Às vezes é bom reprimir uma dor também, só por um tempo, até eu não aguentar mais. Eu realmente não quero ser grossa, e nem vou desativar, mas eu fico esgotada também, me dêem um crédito.

Eu nunca namorei. Eu nunca me entreguei total e completamente à ninguém. Eu nunca tive que lidar com um término. Eu nunca tive que ficar longe da pessoa que eu amo. Eu nunca tive que aguentar ver essa pessoa sendo feliz com outro alguém. Eu nunca quis matar essa pessoa, e depois salvá-la do meu próprio tiro. Até porque, para mim, essa pessoa ainda não chegou. Mas isso não significa que eu não sofri. Não é porque os meus amores foram menos intensos ou não foram tão longos, ou porque as minhas amizades duraram até hoje, ou porque eu não sou exatamente possessiva de ciúmes como algumas pessoas, ou qualquer coisa assim, que você tem o direito de dizer que eu não sofri. Quer saber? Não afirmo com certeza, mas acho que sofri até mais do que você. Meus sofrimentos são diferentes, é, mas eu garanto que você nunca passou pelo que eu passei já. Você nunca lidou com o que eu lidei. Nunca teve as vontades que eu tive, e agora quer me rotular? Não, eu não faço drama - drama seria se eu exagerasse minhas emoções e acredite, eu não demonstro nem um terço delas. Você acha que eu não sofro porque, na verdade, eu sou melhor atriz que você (mesmo com todos os seus anos de teatro). Eu finjo que estou bem e sabe o que mais? Você diz que não é ingênua assim, mas acha que eu estou mesmo bem. Engano seu - e de todos, diga-se de passagem. Porque só eu sei como eu sou de verdade, no escuro, longe de todos, no silêncio. Não quero atenção, pena, caridade ou nada disso, desprezo tudo isso aliás: eu quero abrir seus olhos. Seu namorado terminou com você? Essa música te lembrou dele? Que chato, mas poderia ser bem pior, pensa nisso. Não fica se fazendo de coitada: essa dor que você sente é grande, mas passa.
(Nathalia Dutra)

Eu sei que é errado e frustante e decepcionante e mórbido até, mas não posso evitar imaginar o que teria acontecido se tudo tivesse sido de outro jeito. O dia do contrário, apesar dos pesares, sempre me pareceu uma boa alternativa - meu objeto de curiosidade e apreço pessoal. Será que teria validade em tempos como estes? Digo, em que o provérbio chinês não mais se faz real: a pedra pode voltar, a palavra pode ser retirada, e tudo se perdoa. Aliás, será mesmo que se pode encontrar significado real e profundo na vida nestes tempos? Ao meu ver, nada mais é válido. O mundo perdeu seus valores e suas propostas, não existe mais passado nem futuro - tudo parece se fundir em uma espécia de abismo infinito com regras absolutas e negadas por caráter. Agora me diz, quem se importa? Nos perdemos nas nossas intenções e medos, e mesmo depois de tanto esforço, somos forçados a viver com a culpa.
(Nathalia Dutra)
Sim, o Tumblr mudou, mas e daí? Vocês realmente vão se deixar abalar por isso? Faz semanas que minha dash está cheia de textos enormes dizendo que o tumblr não é mais tão bom quanto era antes, e que nãoseiquem vai desativar por causa de nãoseioque e tudo isso já está me irritando. Porque vocês só reclamam, será que não percebem? Eu entrei aqui por acaso, e acabei encontrando um dos melhores lugares que eu já vi, achei um cantinho só meu. Não foi isso que vocês encontraram também? Foi por isso que vocês todos ficaram deslumbrados com o Tumblr, assim como eu. Esse deslumbro foi crescendo, a vontade de ficar aqui também, e virou “vício”, mas um vício bom. Tudo isso te fazia bem né? Agora as coisas mudaram e você já pensa em desativar, em jogar tudo isso fora assim, de repente? Pois para mim isso não faz sentido. O Tumblr pode ter mudado, as pessoas que estão nele também. É, perdemos muitos valores - entre eles o respeito - perdemos amizades, perdemos a noção, de certo modo. A questão é que o Tumblr está aqui, e quem o faz somos nós. A maioria das pessoas que agora está falando que vai desativar, que está de saco cheio, que isso já perdeu a graça e sei lá mais o que, são as mesmas que não ligam de verdade. Elas querem que o Tumblr mude e que ele volte a ser como era antes, querem os unicórnios originais de volta, mas não se dão conta de que, se o site mudou, elas mudaram com ele - ou vão me dizer que vocês ainda se autodenominam de unicórnios, usam o gif do “corram pras colinas”, usam themes fofinhos e cheios de coisinhas, tem wishlist e status, e por aí vai…? Exatamente, vocês não fazem nada disso. Porque se o Tumblr mudou, é porque todos mudaram com ele, todos deixaram ele mudar - não só em questão de respeito e asks sem educação, mas em tudo. Ser famoso aqui não significa nada lá fora, mas ser forever alone aqui também não, então parem de se fazer de vítimas. Todos vocês. Ao invés disso tudo, porque não usam o seu tempo para fazer algo mais produtivo, tipo cuidar do seu Tumblr, fazer os seus textos/frases/gifs/avatares/tutoriais/caralhoa4 e ser feliz? Haters tem em todo lugar: aqui, lá fora, na tua escola, no teu bairro. Você não pode fugir deles, mas pode não se importar. Afinal, independente disso tudo, só você pode mudar o Tumblr.
(Nathalia Dutra)

Sabe, é estranho pensar que você não está mais aqui. Ainda não caiu a ficha de que o máximo que eu tive de você no primeiro dia de aula foi um beijo que você me mandou pelo telefone de um amigo. É meio decepcionante saber que eu não vou ter você lá nas minhas aulas de inglês. Tá, eu nunca sou fofa com você e isso aqui tá mais estranho que tudo o que eu acabei de falar junto, eu tô ligada, mas é que bateu a saudade. Saudade de ter você à só alguns quarteirões de distância. Saudade de chegar te xingando porque você me deu só dez minutos para me arrumar para ir para o inglês, shopping, habib’s, enfim… Saudades de você, morfética. Qualquer dia eu apareço aí na tua casa e te trago de volta para cá à força. Eu não quero dizer que te amo, se não você vai ficar toda convencida e vai me encher o saco eternamente depois, mas é, eu te amo. E sinto sua falta bitch, tipo, MUITO. Eu não sei ser meiga com você, por isso esse texto está ficando meio sem jeito, e meu instinto natural é começar a te xingar agora, mandar você se foder, entrar em um ônibus agora e me buscar para ir na tua casa e depois me levar no Thermas ainda, e fazer você pagar um sorvete para mim só para mostrar quem manda, mas sei lá, só… Tá. Sem enrolar. Direto ao ponto. Ô coisa irritante, eu te amo pra caralho e estou morrendo de saudades. E no carnaval você vai dormir aqui em casa, não sei como, se vira.
(Nathalia Dutra)
Cala a bok véi, tu esqueceu teu remédio hoje ahahhahahhah
Né, tamo entrando no décimo ano juntas véi, nem assim ahahahhahah É porque eu sou misteriosa baby, deal with it
Que linds, veio alguém, rebloguei mt na fé que não ia vir ninguém ahahahhahaha
Enfim, acho que ninguém me conhece totalmente, é estranho, mas eu não deixo ninguém me conhecer totalmente. Gosot de ter coisas só minhas, e às vezes surpreender todo mundo, yeah
Hm, minha paixão, é, se ela existisse, enfim… Oi.
Eu ainda não sei seu nome, quem é você, nem quando você vai entrar na minha vida, mas algum dia a gente se encontra. Porque, na verdade, eu não tenho paixão nenhuma no momento. Eu me sinto bem sozinha, aliás, muito melhor do que eu jamais estive.Todo o conforto que eu preciso está em mim mesma - confesso que demorou um tempo para eu me dar conta disso. De qualquer forma, quando você me encontrar, só peço para que me faça feliz. Sem clichês, sem melações, sem normalidades, mas com uma urgência, um ardor que te impede de ficar longe, que te traz sempre de volta para mim - apesar de todas as brigas que provavelmente vamos ter. Só quero ter em você a confiança de que não preciso de mais nada no mundo. Como minha Paixão, quero que me dê paixão. Estou soando um pouco carente né? Ok, então reformulamos. Quero tudo isso, mas também quero te dar tudo isso. E prometo que serei sua, e que estarei aqui, e que te amarei. E como todos dizem: que seja eterno enquanto dure.
(Nathalia Dutra)
Oun, vejo sim mina, vo lá ver umas coisas do meu caderno e quando eu entrar aqui de novo eu vejo *-*